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terça-feira, 30 de junho de 2009

Osasco quer repasse integral de IPVA para compensar prejuízos com pedágios

Proposta surgiu durante audiência na Câmara e deve reunir políticos e sindicalistas da região para pensar em projeto de Lei

Guilherme Lisboa

A Câmara de Osasco realizou, na última sexta-feira, a audiência pública “Diga Não aos Pedágios”, para discutir os impactos dos pedágios do trecho Oeste do Rodoanel e da rodovia Castelo Branco em Osasco e cidades da região. Durante o evento surgiram propostas para atenuar os prejuízos, como a de repassar integralmente o IPVA para as prefeituras.

Vereador João Gois, propositor e presidente da audiência
Foto: Edson Dário

“Se a rodovia já foi concedida e já existe o pedágio, o justo seria que o IPVA ficasse integralmente para o município”, ressaltou o vereador João Gois (PT), propositor e presidente da audiência, lembrando que os pedágios representam bitributação. Hoje, o governo do Estado transfere 50% da arrecadação do imposto para as cidades.


“O governo do Estado não negocia com as prefeituras e com a população a implantação dos pedágios. Ele empurra ‘goela abaixo’ e a cidade arca com as conseqüências e os danos”, apontou. Ele citou o caso de Carapicuíba, que vai ficar “ilhada” após a instalação dos novos pedágios da Castelo. “Quem tiver dinheiro vai precisar sair da cidade de helicóptero”, brincou.

O secretário municipal de Obras e Transportes, Waldyr Ribeiro Filho, contou que após o início da cobrança no Rodoanel, o trânsito em Osasco aumentou entre 27% e 30% em comparação ao período em que a via não tinha pedágios. “E o problema deve piorar no final do ano, pois a prefeitura projeta que esse índice suba para 60% com os novos pedágios da Castelo”, destacou.

Caminhões
O diretor-presidente do sindicato de motoristas Simtratecor, Carlos Quissi, falou sobre os problemas que os transportadores de carga sofrem com os pedágios, como os prejuízos com troca constante do conjunto de freio e embreagem, desgastados a cada vez que o motorista pára na praça de cobrança.

“O caminhoneiro pisa cerca de 15 vezes na embreagem e perde 6 minutos para retomar a velocidade após parar no pedágio. No final do dia, isso representa 1 hora a mais de jornada de trabalho”, ressaltou Quissi. De acordo com ele, essa situação causa problemas de saúde, como tendinite e aumento do cansaço do motorista.

Versão resumida de matéria publicada no Diário da Região em 30/06/09. Leia na íntegra: http://www.webdiario.com.br/?din=view_noticias&id=33892&search=

terça-feira, 16 de junho de 2009

Câmara de Osasco realiza audiência pública sobre pedágios

Audiência pública vai discutir problemas que a região sofre hoje com as cobranças no Rodoanel e na Castelo. Evento acontece 4 dias antes do novo reajuste de tarifas

Guilherme Lisboa

As críticas ao recente “surto” de pedágios na região têm aumentado e agora o assunto será tema de audiência pública na Câmara de Osasco, agendada para o dia 26 deste mês, às 18h. O pedido foi feito pelo vereador João Gois (PT), que nas últimas sessões tem insistido na questão, apontando prejuízos transferidos para as prefeituras e para a população das cidades da região.

Dentre as principais críticas feitas por Gois está a de que a “fuga” de veículos dos pedágios transfere esta frota para o interior dos bairros das cidades próximas às rodovias pedagiadas, complicando o trânsito local. “Osasco sofre o transtorno do aumento de 30% da quantidade de veículos nas ruas da cidade, o que aconteceu depois do início da cobrança no Rodoanel”, ressalta Gois, utilizando dados da Central de Controle de Tráfego da Secretaria de Serviços Municipais, pasta que já esteve sob seu comando.

Reajustes
Por coincidência, a Câmara vai debater o tema quatro dias antes de todos os pedágios do Estado sofrerem o reajuste anual, realizado todo dia 1º de julho. A novidade deste ano é que existem dois índices de reajuste, sendo o das rodovias leiloadas por José Serra (calculado com base no IPCA) maior do que a taxa aplicada nas concessões mas antigas, promovidas por Covas (com base no IGP-M). O Rodoanel e os corredores concedidos por Serra (Ayrton Senna/Carvalho Pinto, Dom Pedro I, trechos da Marechal Rondon e da Raposo Tavares) vão sofrer 5,2% de reajuste, enquanto os pedágios das outras rodovias vão ter 3,64% de aumento.

Versão resumida de matéria publicada no Diário da Região em 16/06/09. Leia na íntegra: http://www.webdiario.com.br/?din=view_noticias&id=33526&search=deputados%20assembléia

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Pedágio urbano na Grande São Paulo não está descartado

Opinião é dos deputados estaduais Carlos Gianazzi e Rui Falcão. Se Estado insistir no projeto, Osasco pode ter pedágios até na Autonomistas

Guilherme Lisboa e Vanessa Dainesi

O polêmico projeto de implantação de pedágio urbano em 39 cidades da região Metropolitana de São Paulo pode ser reapresentado pelo governador José Serra (PSDB) à Assembléia Legislativa do Estado. Os deputados estaduais Carlos Gianazzi (PSOL) e Rui Falcão (PT), que promoveram a audiência pública ‘Pedágio Não’ na semana passada, acreditam que o governo pode não ter desistido da idéia e que o governador pode inserir a proposta através de novo texto, a ser apresentado em momento mais oportuno, após ‘os ânimos se acalmarem’.
“Toda política do governo do Estado na área de transportes é fazer recair sobre os usuários as construções e melhorias de estradas, e não seria diferente nesse caso”, pondera Falcão. Ele acredita que assim como o prefeito da Capital Gilberto Kassab (DEM) tentou instituir o pedágio urbano em duas ocasiões, Serra (‘padrinho político’ de Kassab) também vai fazer nova investida.
Deputado estadual Carlos Gianazzi
Foto: Edson Dário
Já Carlos Gianazzi destacou que o plano não deve ter sido descartado porque a atual gestão possui postura privatista. “O governador Serra é como uma serpente: faz o recuo para depois atacar novamente. Então cuidado com o governador: ele é louquinho para privatizar. A obsessão do governador Serra é privatizar equipamentos públicos e estradas”, disse.

O deputado Rui Falcão avalia que, na prática, o pedágio urbano já existe, pois o governo não cumpre a lei que proíbe a instalação de praças de cobrança no raio de 35 km a partir da Praça da Sé, na Capital. “O pedágio urbano também é o que está na Anhangüera e os que estão no Rodoanel. Eles estão dentro das cidades”, enfatizou.

Versão resumida de matéria publicada no Diário da Região em 10/06/09. Leia na íntegra: http://www.webdiario.com.br/?din=view_noticias&id=33421&search=deputados%20assembléia

terça-feira, 9 de junho de 2009

FHC defende pedágios do Rodoanel

Ex-presidente estava na inauguração de trecho da via expressa, em 2002, quando Covas prometeu que rodovia não seria pedagiada

Guilherme Lisboa e Vanessa Dainesi

O ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso (PSDB) esteve em Cotia, no último sábado, onde participou de um encontro com militantes tucanos da região. Em entrevista ao Diário, FHC defendeu a implantação dos pedágios do trecho Oeste do Rodoanel, alegando que atualmente o país vive novo momento e que a concessão se tornou necessária.

“Não só São Paulo, mas o mundo inteiro evoluiu muito e precisa de mais recursos para a realização de mais obras. Todos precisam entender isso”, alegou, ressaltando as dificuldades para obtenção de verbas. “O dinheiro não aparece do nada e alguém precisa pagar. Então é melhor pagar quem usa, do que quem não usa”, completou.

Ao ser questionado sobre a ‘fama’ do PSDB como 'partido dos pedágios' e legenda que 'adora privatizar tudo', FHC aproveitou para alfinetar o governo petista. “Eles acabaram de fazer a concessão de estradas em Minas Gerais, do que eles estão falando? O governo do PT faz a mesma coisa. Isso é conversa de quem está na oposição”, garantiu, dizendo em seguida que o PSDB nunca fez concessões sem motivo. “Não é privatizar tudo, mas privatizar aquilo que é necessário”, justificou-se.

Versão resumida de matéria publicada no Diário da Região em 09/06/09. Leia na íntegra: http://www.webdiario.com.br/?din=view_noticias&id=33364&search=fhc%20cotia

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Deputados propõem plano de ações contra pedágios do governo do Estado

Foto: Edson Dário

Após audiência pública na Assembléia, estratégia agora é promover debates nas regiões afetadas e unir movimentos isolados para fortalecer mobilizações

Guilherme Lisboa e Vanessa Dainesi
Os deputados Marcos Martins (PT), Rui Falcão (PT) e Carlos Gianazzi (PSOL) promoveram, nesta segunda-feira, na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, a audiência pública 'Pedágio Não', com o objetivo de pensar estratégias para combater cobranças abusivas na região Metropolitana do Estado e barrar a atual postura do governo estadual de expansão dos pedágios.
O grupo condenou o plano de ampliação do número de praças nas rodovias de acesso ao litoral e ao interior, anunciado recentemente pelo governador José Serra. Eles ressaltaram que apenas o Estado de São Paulo possui metade das praças de cobrança de todo o Brasil, sendo que nele são cobradas as tarifas mais caras do país.

Agora os deputados querem ampliar a luta. “Vamos organizar mais audiências públicas nas micro-regiões e trazer novos adeptos aqui dentro do parlamento. Nós já estamos conversando com vários deputados, não só da oposição como também dos partidos governistas”, afirma Gianazzi.

Já Falcão se comprometeu a estudar as idéias discutidas na audiência, como o repasse de parte do IPVA para municípios afetados, além da construção de vias alternativas às rodovias pedagiadas e da revisão de contratos e tarifas.

Adesão
Os três parlamentares contam com o apoio de outro membro da Casa, o deputado estadual major Olímpio Gomes (PV). Ele conclamou a população a se mobilizar contra os pedágios, pois eles cerceiam o direito de ir e vir. “O cidadão está sendo espoliado, estão botando a mão no bolso do cidadão e isso não podemos permitir de forma nenhuma”, discursou.

Olímpio também criticou o pedagiamento do Rodoanel, que, segundo ele, “não é moral e não é ético”, e atacou o novo plano de ampliação do número de praças no Estado. “Esse outro derrame de pedágios anunciados pelo governador é puramente operação caça-níquel para favorecimento de alguns grandes grupos que, fatalmente, serão grandes contribuintes para a campanha do ano que vem”, insinuou.

Osasco
Os deputados também apontaram problemas jurídicos das cobranças e da localização das praças, além de prejuízos que são transferidos para as prefeituras. “O trânsito [desviado] pra dentro das cidades, com a fuga dos pedágios, aumentou consideravelmente. Viadutos que se percorriam em 10 minutos, como o Tancredo Neves, em Osasco, hoje se demora cerca de 30 minutos”, lembrou Martins. O petista criticou, sobretudo, a implantação de cobrança no trecho Oeste do Rodoanel. “O Rodoanel não deveria ser pedagiado: deveria servir de apoio e estímulo para a retirada do trânsito de dentro das cidades”, enfatizou.

Versão resumida de matéria publicada no Diário da Região em 03/06/09. Leia na íntegra: http://www.webdiario.com.br/?din=view_noticias&id=33181&search=deputados%20assembléia

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Novos pedágios da Castelo vão deixar moradores de Carapicuíba "ilhados"

Prefeito de Carapicuíba, Sergio Ribeiro
Foto: Edson Dário

Para prefeito, município também sofre por ter virado ‘rota de fuga’ e por receber repasse simbólico do governo do Estado

Guilherme Lisboa

“Somos as maiores vítimas por conta dos acessos que são fechados”, aponta o prefeito de Carapicuíba, Sergio Ribeiro (PT). Ele criticou a implantação de pedágios no trecho Oeste do Rodoanel e o início das novas cobranças na rodovia Castelo Branco, com a extensão do pedágio para as pistas centrais. Para ele, o município tem ficado com o ônus da política privatista empreendida pelo governo do Estado.

“Carapicuíba acaba virando rota de fuga de vários pedágios que existem no entorno da cidade e não ficamos sequer com a arrecadação gerada por esse pedágio no município”, ressaltou, na última sexta-feira. Segundo ele, Barueri recebe repasse de R$ 1,4 milhão, enquanto Carapicuíba leva apenas R$ 52 mil, pois o cálculo do repasse é feito de acordo com a quantidade de quilômetros rodados dentro dos municípios, e o trecho que passa por Carapicuíba é curto.

Além disso, Sergio criticou o fechamento dos acessos à cidade, após a concessão da Castelo para a iniciativa privada e a construção da pista marginal. Agora, com o leilão do Rodoanel e a autorização, concedida pelo governador José Serra (PSDB), para a ampliação da cobrança na Castelo (prevista para dezembro deste ano), a única via ‘livre’ que vai restar para acessar a cidade será a avenida dos Autonomistas. O resultado será a transferência da frota de Carapicuíba para Osasco, complicando ainda mais o trânsito da região.

“Todos são penalizados”
Não é apenas o prefeito que tem criticado os pedágios em Carapicuíba. Na última sessão da Câmara, os vereadores fizeram duras críticas aos pedágios que atingem a cidade, sobretudo o Rodoanel. “Nos últimos dias de vida, encima de uma cadeira de rodas, o ex-governador Mário Covas falou pra todo o Brasil: jamais será pedagiado o Rodoanel. Infelizmente, ele deve estar se removendo no túmulo. Traíram o que ele disse”, enfatizou o presidente da Casa, Isac Reis (PT).

O petista apontou que os pedágios desrespeitam o direito de ir e vir do cidadão e que todos são penalizados com a cobrança, mesmo quem não é motorista e não passa pela rodovia. “O cidadão que vem do Ceasa trazendo o hortifrutigranjeiro, quando paga o pedágio, o embute no preço da mercadoria, e quando outro cidadão compra no supermercado ou na feira está pagando o preço do pedágio”, ponderou.

Campanha contra pedágios
Já o vereador Vanderlei Magalhães (PSB) pediu aos colegas que eles se mobilizem na luta contra os pedágios. “Não podemos mais admitir isso, temos que começar a fazer protesto, a dizer não, a evitar o pedágio”, conclamou. Ele quer elaborar cartilhas sobre os prejuízos dos pedágios para Carapicuíba e distribuí-las para a população da cidade

Versão resumida de matéria publicada no Diário da Região em 28/05/2009. Leia na íntegra: http://www.webdiario.com.br/?din=view_noticias&id=32990&search=

sexta-feira, 6 de março de 2009

"Pedágio urbano é factóide", diz Serra

Governador negou ter apresentado medida que prevê implantação de pedágio em 39 cidades da região Metropolitana, apesar de projeto ter tramitado na Assembléia Legislativa

Guilherme Lisboa


Foto: divulgação
O governador José Serra (PSDB) afirmou que não enviou para a Assembléia Legislativa do Estado o projeto para a adoção de pedágio urbano na região Metropolitana de São Paulo. A declaração foi feita ontem, durante visita a Santana de Parnaíba, onde inaugurou uma unidade da Etec. “Nunca houve projeto de pedágio urbano”, disparou o tucano, ao ser questionado sobre a possibilidade de reapresentação do projeto. “Isso é factóide e, portanto, não posso reapresentar o que nunca foi apresentado”, rebateu.

Apesar de negar a existência da medida, o projeto se tornou de conhecimento público no mês passado e foi manchete dos principais jornais. Diversos deputados estaduais questionaram a proposta, que foi enviada pelo governo do Estado dentro de um “pacotão” de intervenções para melhorar a qualidade do ar na região Metropolitana.

Por conta da repercussão negativa, na época, o governador ordenou ao líder do governo na Assembléia, Barros Munhoz (PSDB), que ele apresentasse uma emenda ao projeto, pedindo a supressão do artigo que trata da cobrança urbana.

Foi o próprio deputado que revelou ter recebido a ordem, em entrevista concedida ao jornal Folha de S. Paulo, e disse, inclusive, que apesar do recuo, a idéia pode não ter sido abandonada pelo governador, que pode reenviar o projeto. O deputado disse que Serra, ao falar da polêmica causada, afirmou que “a discussão está se fazendo sobre o acessório, que é o pedágio”, quando o que deveria estar em foco era “tratar da questão ambiental”.

Caso Serra insista no pedágio urbano, a circulação nas principais vias de ligação entre os municípios da Grande São Paulo passará a ser tarifada. Ao todo, contando com a Baixada Santista e Campinas, 39 cidades teriam praças de cobrança no viário público, como acontece hoje nas rodovias. Aqui na região, poderiam sofrer cobrança a avenida dos Autonomistas e as avenidas que compõem o Corredor Oeste, que passa por Itapevi, Barueri, Jandira e Carapicuíba.

Matéria publicada no Diário da Região em 06/03/09: http://www.webdiario.com.br/?din=view_noticias&id=30328&search=pedágio%20guilherme%20lisboa

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Para deputado, Serra deve reapresentar pedágio urbano

Marcos Martins criticou o que chamou de “ânsia por cobrar pedágios” do Governo do Estado, e negou a falência do movimento parlamentar que combateu a cobrança no Rodoanel

Guilherme Lisboa

Após receber fortes críticas, o governador José Serra (PSDB) recuou da intenção de implantar pedágio urbano em 39 cidades da região Metropolitana de São Paulo (incluindo Campinas e Baixada Santista), mas a polêmica continua, já que existe a possibilidade do projeto ser reapresentado pelo tucano. O deputado estadual Marcos Martins (PT) acredita que o governo não desistiu da idéia, que deve ser trabalhada novamente quando os ânimos se acalmarem.

“O Governo do Estado tem uma ânsia muito grande de cobrar pedágios da população. Hoje as tarifas de São Paulo são as mais caras do país”, acusa o deputado. “Por isso, é perfeitamente possível que o Serra reapresente este projeto separado”, completa. A medida havia sido apresentada através de artigo incluído em um “pacotão” de ações para a diminuição da emissão de poluentes no ar, enviado à Assembléia Legislativa do Estado.


Deputado estadual Marcos Martins
Foto: Edson Dário

Para Martins, a ordem dada pelo governador para a supressão apenas deste artigo foi fruto da repercussão negativa entre os prefeitos e secretários de Transporte das cidades afetadas pela medida, além da reação da população e da pressão exercida pela bancada de deputados da oposição. “Com certeza, o governo fez uma aferição e viu que a medida não era muito simpática para quem está pensando em disputar eleições”, afirma Martins, referindo-se à intenção do governador José Serra de se candidatar a presidente em 2010.

O próprio líder do governo na Assembléia, Barros Munhoz (PSDB), incumbido por Serra de apresentar uma emenda para a supressão do artigo, afirmou que a intenção de implantar o pedágio urbano pode não ter sido abandonada de vez pelo governador, que considera a medida como “acessória”.

Versão resumida de matéria publicada no Diário da Região em 17/02/09. Leia na íntegra: http://www.webdiario.com.br/?din=view_noticias&id=29989&search=pedágio%20guilherme%20lisboa

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Concessionária vai lucrar R$ 2,16 trilhões com Rodoanel

Foto: Edson Dário

Montante da arrecadação, em 30 anos de contrato, é 864 vezes maior do que valor que será investido. E isso sem levar em conta os reajustes anuais do pedágio

Guilherme Lisboa


R$ 2,16 trilhões. Este é o valor que a concessionária RodoAnel, responsável pela administração do trecho Oeste do Rodoanel Mário Covas, vai embolsar com a cobrança do pedágio, durante os 30 anos de vigência do contrato de concessão. O pedágio começou a ser cobrado na última quarta-feira, com tarifa de R$ 1,20 para veículos simples. Já caminhões e ônibus pagam o mesmo valor por cada eixo que compõe o veículo.

O início da cobrança (em 13 praças de pedágio, implantadas em todos os acessos do trecho) foi marcado por lentidão no tráfego e por protestos, mas também foi marcado pelo anúncio do lucro diário da empresa com a arrecadação da tarifa: cerca de R$ 200 mil por dia. O trecho registra passagem diária de 145 mil veículos, sendo 78% de carros de passeio e o restante de caminhões e ônibus. Assim, a média de veículos multiplicada pela tarifa simples resulta em R$ 174 mil de arrecadação por dia, valor que atinge R$ 200 mil devido aos eixos excedentes dos veículos pesados.

Se os pedágios continuaram rendendo R$ 200 mil por dia, a concessionária vai lucrar R$ 6 milhões por mês. Isto significa R$ 72 milhões anualmente. E, levando em consideração os 30 anos de vigência do contrato de concessão, assinado entre a empresa e o Governo do Estado, o lucro salta para R$ 2,16 trilhões ao término das três décadas.

864 vezes mais
O cálculo que prevê a arrecadação de R$ 2,16 trilhões durante o período de concessão leva em conta o rendimento da tarifa atual. Considerando os reajustes anuais de pedágio, o valor total a ser embolsado pela empresa é muito mais alto.

Ainda assim, o valor é 864 vezes maior do que os valores pagos pela concessão e previstos para investimentos, que somam R$ 2,46 bilhões. A outorga pela concessão é de “apenas” R$ 2 bilhões, e pode ser paga para o Estado em até dois anos. Já os investimentos somam R$ 465 milhões em obras de melhoria dos acessos e dos pavimentos, além da construção de vias marginais e passarelas.

Dinheiro de quem?
A aprovação para a cobrança do pedágio, pelo governador José Serra (PSDB), ainda gera polêmica. Isso porque o tucano descumpriu a promessa do seu colega de partido, o ex-governador Mário Covas, de que o anel viário seria construído para interligar as principais rodovias estaduais com o critério de que não houvesse cobrança de pedágio.

Além de “esquecer” a promessa, a atual gestão propôs que a tarifa do pedágio fosse de R$ 4. Após manifestações de parlamentares, o governo recuou e apresentou a tarifa de R$ 3, mas durante o leilão o martelo foi batido em R$ 1,20.

Agora, a concessionária vai obter altos lucros com o pedágio no trecho Oeste do Rodoanel, que foi construído com dinheiro público. O trecho foi entregue em outubro de 2002, mas as obras começaram em 1998. A construção custou R$ 1,3 bilhão aos contribuintes, sendo R$ 902,5 milhões vindos dos cofres estaduais e R$ 397,5 milhões financiados pelo Governo Federal.

Matéria publicada no Diário da Região em 23/12/08: http://www.webdiario.com.br/?din=view_noticias&id=28636&search=pedágio%20guilherme%20lisboa

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

"Presente do governador Serra ao povo paulista: pedágios"

Essa era a inscrição das faixas utilizadas ontem em protesto contra pedágio no Rodoanel. Primeiro dia de cobrança teve muita lentidão e dez motoristas foram retidos por não possuirem dinheiro da tarifa

Guilherme Lisboa

Foto: Edson Dário
O início da cobrança de pedágio no trecho Oeste do Rodoanel Mário Covas, ontem, foi marcado por protestos e por lentidão no trânsito. Desde a meia-noite de quarta-feira, os motoristas têm que pagar R$ 1,20 para andar pela rodovia, que foi construída pelo Governo do Estado sob a alegação de ser um anel viário não-pedagiado para interligar as principais rodovias estaduais.

O “esquecimento” da promessa do tucano Covas, pelo também tucano Serra, foi o que levou um grupo de manifestantes a realizar protestos, ontem, em frente à praça de cobrança construída no trevo do Padroeira, em Osasco. “Queríamos mostrar para os motoristas que trafegavam pela rodovia o absurdo desta cobrança, e recebemos apoio”, conta Valdir Fernandes, o Tafarel, coordenador do Movimento Rodoanel Livre, composto por parlamentares e sindicatos.

O protesto foi realizado da 7h30 às 9h, e mesmo com poucas pessoas e sem bloquear pistas, conseguiu chamar a atenção, através das faixas e cartazes levados pelo grupo e que traziam a mensagem “Presente do governador Serra ao povo paulista: pedágios”.

Carros retidos
O primeiro dia de cobrança também foi marcado por lentidão em alguns pontos. Segundo a concessionária RodoAnel, empresa responsável pelo trecho Oeste, o maior acúmulo de veículos aconteceu na praça 8 (Castelo Branco- externa), sentido Interior, por volta das 8h30.

Alguns motoristas foram “pegos de surpresa” pelo pedágio e demoraram a “juntar as moedas”. Apenas no período da manhã, dez carros chegaram a ficar retidos, nas saídas para Perus e para a rodovia Castelo Branco, porque os motoristas não traziam dinheiro. Eles só foram liberados após assinarem um termo de compromisso de que iriam pagar a tarifa em prazo de 72 horas.

Novos protestos
O Movimento Rodoanel Livre anunciou novas manifestações, para amanhã, no Rodoanel. Mas, desta vez, o protesto vai ser diferente. Um comboio de carros vai pagar a tarifa usando, apenas, moedinhas de R$ 0,01, para dificultar a contagem dos funcionários. “Estamos reunindo as moedas, por meio de bancos e comércios, e pretendemos atravessar as praças de pedágio com vários carros”, afirma Tafarel.

Versão resumida de matéria publicada no Diário da Região em 18/12/08. Leia na íntegra: http://www.webdiario.com.br/?din=view_noticias&id=28519&search=pedágio%20guilherme%20lisboa

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Começa cobrança de pedágio no Rodoanel

Foto: Edson Dário
Concessionária passa a cobrar R$ 1,20 a partir de amanhã, em 13 praças de pedágio espalhadas por 32 quilômetros de pistas. Motorista paga tarifa apenas uma vez

Guilherme Lisboa

Agora é pra valer. A partir da meia-noite de amanhã os motoristas vão ter que pagar para trafegar no trecho Oeste do Rodoanel Mário Covas, complexo viário que surgiu de uma proposta do Governo do Estado para interligar as principais rodovias estaduais, e sem cobrança de pedágio. A promessa foi esquecida, e a partir de amanhã os veículos simples vão ter que deixar R$ 1,20 para andar na rodovia. Já caminhões e ônibus vão gastar este mesmo valor por cada eixo que compõem o veículo.

O sistema de cobrança começa com 13 praças de pedágio, contando com 95 cabines. As praças vão abranger todos os acessos do trecho Oeste da rodovia, inclusive o trevo do Jardim Padroeira, em Osasco. Sendo assim, os acessos das rodovias Raposo Tavares, Castelo Branco, Anhangüera, Régis Bittencourt e Bandeirantes também contam com praças. Até mesmo a futura conexão com o trecho Sul do Rodoanel (que ainda será construído) vai ser pedagiada.

Aliás, o financiamento da construção do trecho Sul foi o pretexto do Governo do Estado para conceder o trecho Oeste para a iniciativa privada. A empresa RodoAnel vai ter que pagar para o Estado, em no máximo 24 meses, a soma de R$ 2 bilhões, como outorga pela concessão. Segundo o Governo, todo este dinheiro será revertido para as obras da conexão Sul. Para “abocanhar” uma fatia maior de recursos, a atual gestão do governo estadual propôs, inicialmente, a cobrança de R$ 4 de pedágio. Após manifestações de parlamentares a tarifa foi revista para R$ 3, mas, durante o leilão, o martelo bateu no valor apresentado pela vencedora, de R$ 1,17 (que já sofreu reajuste para R$ 1,20).

Pedágio vai prejudicar trânsito de Osasco
O secretário de Serviços Municipais da Prefeitura de Osasco, Luciano Jurcovich, criticou o início da cobrança de pedágio no Rodoanel e acredita que a medida vai gerar reflexos no trânsito da cidade. “Os bairros de Osasco que ficam próximos à rodovia vão receber veículos fugindo da tarifa, o que significa mais trânsito”, avalia Luciano. Ele também ressaltou os problemas que veículos pesados, como caminhões, que tomarem a cidade como “rota de fuga”, podem causar ao pavimento, que vai sofrer danos.

Versão resumida de matéria publicada no Diário da Região em 16/12/08. Leia na íntegra: http://www.webdiario.com.br/?din=view_noticias&id=28459&search=pedágio%20guilherme%20lisboa

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Obras atrasam e pedágio no Rodoanel fica para dia 15

Concessionária teve que adiar data porque não concluiu construção das praças de pedágio. A partir desta quinta, será feita simulação de cobrança

Guilherme Lisboa

Foto: Edson Dário
A cobrança de pedágio no trecho Oeste do Rodoanel Mário Covas, prevista para ter início ontem, teve que ser adiada pela concessionária RodoAnel, responsável pela administração do trecho, para daqui a duas semanas, no dia 15 de dezembro. O remanejamento da data aconteceu porque a empresa não conseguiu concluir a tempo a construção de todas as praças de pedágio.

Algumas praças estão semifinalizadas, e os veículos já passam por dentro das cabines. Mas em outros pontos, as obras ainda não entraram em fase de acabamento. Ao todo, o percurso recebe hoje 95 cabines, espalhadas por 13 praças de cobrança, que vão abranger todos os acessos do trecho, inclusive o trevo do Jardim Padroeira, em Osasco. Sendo assim, as entradas e saídas das rodovias Raposo Tavares, Castelo Branco, Anhangüera, Régis Bittencourt e Bandeirantes também recebem praças de pedágio. Até mesmo a futura conexão com o trecho Sul do Rodoanel (que ainda será construído) vai ser pedagiada.

Além disso, antes de dar largada à cobrança de tarifa, as praças construídas pela concessionária tem que ser avaliadas e aprovadas pela Artesp (Agência Reguladora de Transportes do Estado de São Paulo), órgão vinculado à Secretaria Estadual de Transportes e que é responsável pelo controle dos programas de concessão. Após o aval da agência, o Governo do Estado precisa publicar resolução no Diário Oficial autorizando a cobrança, mas, até o momento, não está agendada, nem ao menos, a vistoria.

Versão resumida de matéria publicada no Diário da Região em 02/12/08. Leia na íntegra: http://www.webdiario.com.br/?din=view_noticias&id=28108&search=pedágio%20guilherme%20lisboa

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Em apenas um mês, Rodoanel vai render R$ 5,2 milhões

Foto: Edson Dário

Tarifa de R$ 1,20 começa a ser cobrada a partir de 1º de dezembro em 95 cabines. Negócio vai render R$ 62,6 milhões por ano, em contrato com duração de três décadas

Guilherme Lisboa

Os motoristas da região têm apenas mais quinze dias para trafegar livremente pelo Rodoanel. A partir do dia 1º de dezembro começa a cobrança de pedágio em todas as entradas do trecho Oeste do Rodoanel Mário Covas, o que vai render R$ 174 mil por dia para a concessionária RodoAnel, vencedora do leilão. Apenas no primeiro mês, a empresa vai lucrar R$ 5,2 milhões com a privatização, o que significa R$ 62,6 milhões anuais, e isso se não forem levados em conta os reajustes periódicos.

E a tarifa começa a ser cobrada já com reajuste, no valor de R$ 1,20. O valor fechado no leilão foi de R$ 1,17, mas em julho o valor foi revisto com base no IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Ainda assim, a tarifa está muito abaixo da proposta original do Governo do Estado, que pretendia R$ 4 de pedágio e teve que reduzir a proposta para R$ 3 após manifestações de parlamentares.

A construção das 13 praças de cobrança já está quase finalizada. Ao todo, serão instaladas 95 cabines de cobrança, espalhadas pelas praças, que vão abranger todos os acessos do trecho, inclusive o trevo do Jardim Padroeira, em Osasco. As entradas e saídas das rodovias Raposo Tavares, Castelo Branco, Anhangüera, Régis Bittencourt e Bandeirantes também estão recebendo praças de pedágio, e nem mesmo a futura conexão com o trecho Sul do Rodoanel (que ainda nem foi construído) será poupado da cobrança.

Hoje, o trecho de 32 quilômetros que serão administrados pela concessionária registra passagem de 145 mil veículos/dia, sendo 70% de carros de passeio, 21% de caminhões e apenas 1% de ônibus.

Versão resumida de matéria publicada no Diário da Região em 14/11/08. Leia na íntegra: http://www.webdiario.com.br/?din=view_noticias&id=27632&search=pedágio%20guilherme%20lisboa

terça-feira, 22 de julho de 2008

Começa construção do pedágio no Rodoanel

Foto: Edson Dário
Cobrança inicia dia 1º de dezembro, e já com reajuste. Serão 95 cabines em todas as entradas e saídas da rodovia

Guilherme Lisboa


A Concessionária RodoAnel, empresa vencedora do leilão do trecho Oeste do Rodoanel Mário Covas, iniciou a construção das praças de pedágio na rodovia. Ao todo, serão instaladas 95 cabines de cobrança, totalizando treze praças de pedágio que vão abranger todos os acessos do trecho, inclusive o trevo do Jardim Padroeira, em Osasco. As outras praças vão ser instaladas nas entradas e saídas das rodovias Raposo Tavares, Castelo Branco, Anhangüera, Régis Bittencourt, Bandeirantes, e na futura conexão com o trecho Sul do Rodoanel, que ainda está sendo construído.

As obras para a construção das cabines de pedágio foram iniciadas há duas semanas, e por enquanto estão em fase de terraplanagem, que é a limpeza e nivelação do terreno. Após essa primeira etapa, serão feitas obras de estruturação para implantação das praças.

O prazo máximo para a conclusão da instalação de todas as cabines é dia primeiro de dezembro, dia em que começa a cobrança do pedágio. O valor foi definido durante a privatização da rodovia, que teve como vencedora a Concessionária RodoAnel, que apresentou a menor tarifa entre os concorrentes, de R$ 1,17.

O contrato firmado com a empresa, prevê a concessão do trecho Oeste do Rodoanel por trinta anos, e possui uma cláusula sobre o reajuste da tarifa a ser cobrada, o que já era previsto no edital da licitação.

Com isso, quando começar a funcionar o pedágio, o valor apresentado pela vencedora durante a concorrência, já virá com reajuste. O cálculo será feito com base no acumulado de maio do ano passado a junho deste ano do indexador IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que foi de 5,39%, o que deve aumentar o pedágio para R$ 1,23.

Versão resumida de matéria publicada no Diário da Região em 22/07/08. Leia na íntegra: http://www.webdiario.com.br/?din=view_noticias&id=24839&search=pedágio%20guilherme%20lisboa

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Recurso adia pedágios no Rodoanel para novembro

Guilherme Lisboa

Dois meses após ter vencido o leilão do trecho Oeste do Rodoanel, oferecendo a menor proposta de pedágio, e 30 dias depois da publicação oficial do resultado da licitação, o Consórcio Integração Oeste ainda não assinou o contrato de concessão do anel viário.

O principal entrave para a concretização do negócio foi um recurso, apresentado pelo Consórcio Metropolitano, segundo colocado na disputa, contestando o resultado. O processo só foi concluído anteontem, quando o Conselho Diretor da Artesp (Agência Reguladora dos Transportes de São Paulo) indeferiu o recurso administrativo apresentado pela empresa, em resolução publicada no Diário Oficial.

A deliberação ratificou a vitória do Consórcio Integração Oeste, cuja principal acionária é a empresa CCR (Companhia de Concessão Rodoviária, também dona das concessionárias Viaoeste e Autoban). Com isso, a Artesp também publicou no Diário Oficial, na edição de ontem, resolução determinando um prazo de 30 dias para que o contrato seja assinado. Segundo a CCR, ainda não há data definida para a assinatura.

Versão resumida de matéria publicada no Diário da Região em 09/05/08. Leia na íntegra: http://www.webdiario.com.br/?din=view_noticias&id=23545&search=pedágio%20guilherme%20lisboa