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terça-feira, 30 de junho de 2009

Osasco quer repasse integral de IPVA para compensar prejuízos com pedágios

Proposta surgiu durante audiência na Câmara e deve reunir políticos e sindicalistas da região para pensar em projeto de Lei

Guilherme Lisboa

A Câmara de Osasco realizou, na última sexta-feira, a audiência pública “Diga Não aos Pedágios”, para discutir os impactos dos pedágios do trecho Oeste do Rodoanel e da rodovia Castelo Branco em Osasco e cidades da região. Durante o evento surgiram propostas para atenuar os prejuízos, como a de repassar integralmente o IPVA para as prefeituras.

Vereador João Gois, propositor e presidente da audiência
Foto: Edson Dário

“Se a rodovia já foi concedida e já existe o pedágio, o justo seria que o IPVA ficasse integralmente para o município”, ressaltou o vereador João Gois (PT), propositor e presidente da audiência, lembrando que os pedágios representam bitributação. Hoje, o governo do Estado transfere 50% da arrecadação do imposto para as cidades.


“O governo do Estado não negocia com as prefeituras e com a população a implantação dos pedágios. Ele empurra ‘goela abaixo’ e a cidade arca com as conseqüências e os danos”, apontou. Ele citou o caso de Carapicuíba, que vai ficar “ilhada” após a instalação dos novos pedágios da Castelo. “Quem tiver dinheiro vai precisar sair da cidade de helicóptero”, brincou.

O secretário municipal de Obras e Transportes, Waldyr Ribeiro Filho, contou que após o início da cobrança no Rodoanel, o trânsito em Osasco aumentou entre 27% e 30% em comparação ao período em que a via não tinha pedágios. “E o problema deve piorar no final do ano, pois a prefeitura projeta que esse índice suba para 60% com os novos pedágios da Castelo”, destacou.

Caminhões
O diretor-presidente do sindicato de motoristas Simtratecor, Carlos Quissi, falou sobre os problemas que os transportadores de carga sofrem com os pedágios, como os prejuízos com troca constante do conjunto de freio e embreagem, desgastados a cada vez que o motorista pára na praça de cobrança.

“O caminhoneiro pisa cerca de 15 vezes na embreagem e perde 6 minutos para retomar a velocidade após parar no pedágio. No final do dia, isso representa 1 hora a mais de jornada de trabalho”, ressaltou Quissi. De acordo com ele, essa situação causa problemas de saúde, como tendinite e aumento do cansaço do motorista.

Versão resumida de matéria publicada no Diário da Região em 30/06/09. Leia na íntegra: http://www.webdiario.com.br/?din=view_noticias&id=33892&search=

terça-feira, 16 de junho de 2009

Câmara de Osasco realiza audiência pública sobre pedágios

Audiência pública vai discutir problemas que a região sofre hoje com as cobranças no Rodoanel e na Castelo. Evento acontece 4 dias antes do novo reajuste de tarifas

Guilherme Lisboa

As críticas ao recente “surto” de pedágios na região têm aumentado e agora o assunto será tema de audiência pública na Câmara de Osasco, agendada para o dia 26 deste mês, às 18h. O pedido foi feito pelo vereador João Gois (PT), que nas últimas sessões tem insistido na questão, apontando prejuízos transferidos para as prefeituras e para a população das cidades da região.

Dentre as principais críticas feitas por Gois está a de que a “fuga” de veículos dos pedágios transfere esta frota para o interior dos bairros das cidades próximas às rodovias pedagiadas, complicando o trânsito local. “Osasco sofre o transtorno do aumento de 30% da quantidade de veículos nas ruas da cidade, o que aconteceu depois do início da cobrança no Rodoanel”, ressalta Gois, utilizando dados da Central de Controle de Tráfego da Secretaria de Serviços Municipais, pasta que já esteve sob seu comando.

Reajustes
Por coincidência, a Câmara vai debater o tema quatro dias antes de todos os pedágios do Estado sofrerem o reajuste anual, realizado todo dia 1º de julho. A novidade deste ano é que existem dois índices de reajuste, sendo o das rodovias leiloadas por José Serra (calculado com base no IPCA) maior do que a taxa aplicada nas concessões mas antigas, promovidas por Covas (com base no IGP-M). O Rodoanel e os corredores concedidos por Serra (Ayrton Senna/Carvalho Pinto, Dom Pedro I, trechos da Marechal Rondon e da Raposo Tavares) vão sofrer 5,2% de reajuste, enquanto os pedágios das outras rodovias vão ter 3,64% de aumento.

Versão resumida de matéria publicada no Diário da Região em 16/06/09. Leia na íntegra: http://www.webdiario.com.br/?din=view_noticias&id=33526&search=deputados%20assembléia

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Deputados propõem plano de ações contra pedágios do governo do Estado

Foto: Edson Dário

Após audiência pública na Assembléia, estratégia agora é promover debates nas regiões afetadas e unir movimentos isolados para fortalecer mobilizações

Guilherme Lisboa e Vanessa Dainesi
Os deputados Marcos Martins (PT), Rui Falcão (PT) e Carlos Gianazzi (PSOL) promoveram, nesta segunda-feira, na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, a audiência pública 'Pedágio Não', com o objetivo de pensar estratégias para combater cobranças abusivas na região Metropolitana do Estado e barrar a atual postura do governo estadual de expansão dos pedágios.
O grupo condenou o plano de ampliação do número de praças nas rodovias de acesso ao litoral e ao interior, anunciado recentemente pelo governador José Serra. Eles ressaltaram que apenas o Estado de São Paulo possui metade das praças de cobrança de todo o Brasil, sendo que nele são cobradas as tarifas mais caras do país.

Agora os deputados querem ampliar a luta. “Vamos organizar mais audiências públicas nas micro-regiões e trazer novos adeptos aqui dentro do parlamento. Nós já estamos conversando com vários deputados, não só da oposição como também dos partidos governistas”, afirma Gianazzi.

Já Falcão se comprometeu a estudar as idéias discutidas na audiência, como o repasse de parte do IPVA para municípios afetados, além da construção de vias alternativas às rodovias pedagiadas e da revisão de contratos e tarifas.

Adesão
Os três parlamentares contam com o apoio de outro membro da Casa, o deputado estadual major Olímpio Gomes (PV). Ele conclamou a população a se mobilizar contra os pedágios, pois eles cerceiam o direito de ir e vir. “O cidadão está sendo espoliado, estão botando a mão no bolso do cidadão e isso não podemos permitir de forma nenhuma”, discursou.

Olímpio também criticou o pedagiamento do Rodoanel, que, segundo ele, “não é moral e não é ético”, e atacou o novo plano de ampliação do número de praças no Estado. “Esse outro derrame de pedágios anunciados pelo governador é puramente operação caça-níquel para favorecimento de alguns grandes grupos que, fatalmente, serão grandes contribuintes para a campanha do ano que vem”, insinuou.

Osasco
Os deputados também apontaram problemas jurídicos das cobranças e da localização das praças, além de prejuízos que são transferidos para as prefeituras. “O trânsito [desviado] pra dentro das cidades, com a fuga dos pedágios, aumentou consideravelmente. Viadutos que se percorriam em 10 minutos, como o Tancredo Neves, em Osasco, hoje se demora cerca de 30 minutos”, lembrou Martins. O petista criticou, sobretudo, a implantação de cobrança no trecho Oeste do Rodoanel. “O Rodoanel não deveria ser pedagiado: deveria servir de apoio e estímulo para a retirada do trânsito de dentro das cidades”, enfatizou.

Versão resumida de matéria publicada no Diário da Região em 03/06/09. Leia na íntegra: http://www.webdiario.com.br/?din=view_noticias&id=33181&search=deputados%20assembléia

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Novos pedágios da Castelo vão deixar moradores de Carapicuíba "ilhados"

Prefeito de Carapicuíba, Sergio Ribeiro
Foto: Edson Dário

Para prefeito, município também sofre por ter virado ‘rota de fuga’ e por receber repasse simbólico do governo do Estado

Guilherme Lisboa

“Somos as maiores vítimas por conta dos acessos que são fechados”, aponta o prefeito de Carapicuíba, Sergio Ribeiro (PT). Ele criticou a implantação de pedágios no trecho Oeste do Rodoanel e o início das novas cobranças na rodovia Castelo Branco, com a extensão do pedágio para as pistas centrais. Para ele, o município tem ficado com o ônus da política privatista empreendida pelo governo do Estado.

“Carapicuíba acaba virando rota de fuga de vários pedágios que existem no entorno da cidade e não ficamos sequer com a arrecadação gerada por esse pedágio no município”, ressaltou, na última sexta-feira. Segundo ele, Barueri recebe repasse de R$ 1,4 milhão, enquanto Carapicuíba leva apenas R$ 52 mil, pois o cálculo do repasse é feito de acordo com a quantidade de quilômetros rodados dentro dos municípios, e o trecho que passa por Carapicuíba é curto.

Além disso, Sergio criticou o fechamento dos acessos à cidade, após a concessão da Castelo para a iniciativa privada e a construção da pista marginal. Agora, com o leilão do Rodoanel e a autorização, concedida pelo governador José Serra (PSDB), para a ampliação da cobrança na Castelo (prevista para dezembro deste ano), a única via ‘livre’ que vai restar para acessar a cidade será a avenida dos Autonomistas. O resultado será a transferência da frota de Carapicuíba para Osasco, complicando ainda mais o trânsito da região.

“Todos são penalizados”
Não é apenas o prefeito que tem criticado os pedágios em Carapicuíba. Na última sessão da Câmara, os vereadores fizeram duras críticas aos pedágios que atingem a cidade, sobretudo o Rodoanel. “Nos últimos dias de vida, encima de uma cadeira de rodas, o ex-governador Mário Covas falou pra todo o Brasil: jamais será pedagiado o Rodoanel. Infelizmente, ele deve estar se removendo no túmulo. Traíram o que ele disse”, enfatizou o presidente da Casa, Isac Reis (PT).

O petista apontou que os pedágios desrespeitam o direito de ir e vir do cidadão e que todos são penalizados com a cobrança, mesmo quem não é motorista e não passa pela rodovia. “O cidadão que vem do Ceasa trazendo o hortifrutigranjeiro, quando paga o pedágio, o embute no preço da mercadoria, e quando outro cidadão compra no supermercado ou na feira está pagando o preço do pedágio”, ponderou.

Campanha contra pedágios
Já o vereador Vanderlei Magalhães (PSB) pediu aos colegas que eles se mobilizem na luta contra os pedágios. “Não podemos mais admitir isso, temos que começar a fazer protesto, a dizer não, a evitar o pedágio”, conclamou. Ele quer elaborar cartilhas sobre os prejuízos dos pedágios para Carapicuíba e distribuí-las para a população da cidade

Versão resumida de matéria publicada no Diário da Região em 28/05/2009. Leia na íntegra: http://www.webdiario.com.br/?din=view_noticias&id=32990&search=

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Osasco adota plano para combater fluxo de veículos que fogem de pedágios da Castelo

Pacote de obras viárias também leva em conta expansão da cobrança na rodovia, que deve transformar a cidade ainda mais em “rota de fuga”

Guilherme Lisboa

A prefeitura de Osasco adotou uma espécie de plano para amenizar os prejuízos que a cidade vai sofrer após o início do funcionamento dos novos pedágios na rodovia Castelo Branco. O governador José Serra autorizou a extensão da cobrança para todas as pistas da rodovia, e os motoristas já vão começar a desembolsar suas moedas a partir de dezembro deste ano. Com base nesta data, a prefeitura antecipou o estudo de medidas para evitar a provável sobrecarga que será ocasionada pelos veículos que vão passar a “cortar” o município, a partir de então, para fugir do pedágio.

“Estamos elaborando um grande plano pensando no futuro da cidade, já que em dezembro começa o pedagiamento da Castelo inteira, o que não é segredo para ninguém”, destaca Waldyr Ribeiro Filho, secretário de Obras e Transportes. “Discutir a legalidade e a justiça da cobrança destes novos pedágios é coisa longa, mas, de qualquer forma, eles vão ficar muito próximos à entrada da cidade e, com certeza, isto vai trazer um grande transtorno aos municípios lindeiros à rodovia”, argumenta.

Foto: Edson Dário

Dentre os transtornos que as cidades vão sofrer, já que vão virar “rota de fuga”, está a aceleração do desgaste do asfalto das avenidas e ruas, o que vai gerar, para as prefeituras, despesas freqüentes com recapeamento. Além disso, já são esperados maiores congestionamentos e mais acidentes, o que implica na necessidade de novos fiscais de trânsito e em despesas com pronto-atendimento médico e policial.

Pacote de obras
O plano vai alterar boa parte do traçado urbano do município, incluindo intervenções de grande porte e também o alargamento de vias, com o objetivo de melhorar a fluidez do trânsito e já pensando nos prejuízos da futura sobrecarga.

Inicialmente, a prefeitura pretende eliminar alguns cruzamentos e semáforos. Dentre os pontos onde vão ocorrer estas intervenções está o trecho da avenida dos Autonomistas que vai receber o túnel. “Ainda está sendo botado no papel, mas é provável que ele seja construído em frente ao Teatro Municipal ou na Vila Yara”, conta Waldyr.

Versão resumida de matéria publicada no Diário da Região em 30/01/09. Leia na íntegra: http://www.webdiario.com.br/?din=view_noticias&id=29494&search=pedágio%20guilherme%20lisboa

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Obras no Cebolão devem começar ainda em dezembro

ViaOeste assinou contrato com Artesp e já tem aval para iniciar obras, com término previsto para dezembro de 2009, nova data divulgada para início da cobrança ampliada

Guilherme Lisboa


A ViaOeste, concessionária responsável pela rodovia Castelo Branco, já tem carta branca para iniciar as obras do “pacote anti-congestionamento” no Cebolão, condição para o início da cobrança ampliada de pedágio em todas as pistas.

O anúncio foi realizado, ontem, pela Artesp (Agência Reguladora de Transportes do Estado de São Paulo), órgão da Secretaria Estadual de Transportes responsável pelo controle dos programas de concessão. A agência confirmou a assinatura do termo de inclusão para a expansão da cobrança (espécie de contrato de concessão das pistas expressas).

Com isso, as obras devem ser iniciadas ainda este mês, e têm previsão de conclusão para dezembro de 2009. “O fim das obras em dezembro do ano que vem já é data certa, e quando isso acontecer, a concessionária pode executar a cobrança de imediato”, informou a assessoria da Artesp. A nova previsão antecipa em dois anos o pagamento de tarifa nas pistas centrais, o que era previsto inicialmente, pela ViaOeste, apenas para 2011.

Versão resumda de matéria publicada no Diário da Região em 19/12/08. Leia na íntegra: http://www.webdiario.com.br/?din=view_noticias&id=28577&search=pedágio%20guilherme%20lisboa

sábado, 13 de dezembro de 2008

Serra promete novos acessos a Osasco para compensar pedágios

Governador disse que, como "indenização" pela expansão da cobrança na Castelo, também pode construir acessos alternativos para Barueri. Prefeituras reclamam que cidades vão virar “rota de fuga”

Guilherme Lisboa

Os municípios da região podem receber acessos alternativos à rodovia Castelo Branco, como espécie de “reparo” aos danos causados pela expansão da cobrança de pedágio para todas as pistas da rodovia. O projeto de cobrança ampliada já foi aprovado pelo Governo do Estado, e o contrato com a ViaOeste, concessionária responsável pela rodovia, deve ser assinado ainda este ano. Mesmo antes do início da cobrança, a 'nova cartada' do governador José Serra já vem sendo criticada pelos motoristas da região e também pelas prefeituras.

O governador propôs discutir a construção de novos acessos, na última quarta-feira, para aliviar os prejuízos, caso sejam comprovados. “Apesar dos municípios já receberem o repasse de ISS [Imposto Sobre Serviços], vindo do pedágio cobrado na rodovia, estou disposto a sentar com as prefeituras de Osasco e Barueri para estudar alguma alternativa, se as cidades realmente se prejudicarem”, declarou.

O 'anúncio' foi bem recebido pela prefeitura de Osasco. “Acho fundamental a criação de acessos alternativos. Até porque, na maioria das vezes, as viagens são curtas, como de Barueri para Osasco. Nossa cidade, hoje, é principal pólo de origem e de destino na região”, avalia Luciano Jurcovich, secretário de Serviços Municipais. Mas ele critica a ampliação da cobrança de pedágio. “Pagar tarifa para circular dentro da nossa região não tem cabimento. E vai dificultar, ainda por cima, a integração das cidades”, reclama Luciano.

A prefeitura de Barueri também acredita que a construção de acessos alternativos pode atenuar os transtornos. “Novos acessos vão ser muito importantes”, avalia Rinaldo Honda, diretor do Demutran, que completa “mas, além disso, ainda é preciso a construção de novas ligações entre Barueri e a rodovia Raposo Tavares e entre a região do Tamboré e a rodovia Anhangüera”.

Prejuízos para a região
Para Luciano, Osasco “com certeza” vai virar rota de fuga de motoristas que vão tentar escapar do pedágio na pista expressa. “Se hoje já sofremos com os carros que fogem das pistas marginais, com o início da cobrança estendida a situação vai piorar. Além de aumentar o congestionamento no município, vai subir o índice de acidentes, já que as ruas vão ter mais carros trafegando, e o pavimento vai sofrer mais impacto”, explica o secretário.

Barueri também não está otimista com o futuro do trânsito na cidade após a implantação da cobrança ampliada. “O refluxo hoje já é muito grande. A nova medida vai causar, sim, muito transtorno, e o reflexo vai ser o congestionamento, principalmente, no Centro e nas saídas da Marechal Rondon e da Anhangüera”, destaca Honda. Ele também acredita que os moradores dos municípios vizinhos vão utilizar as ruas da cidade como “rota de fuga”. “Isto, hoje, já acontece com motoristas de Osasco e de Carapicuíba. Agora, provavelmente, os desvios vão ser feitos também pelos motoristas de Pirapora e de Santana de Parnaíba”, conclui.

Versão resumida de matéria publicada no Diário da Região em 13/12/08. Leia na íntegra: http://www.webdiario.com.br/?din=view_noticias&id=28425&search=pedágio%20guilherme%20lisboa

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Estado concede mais 240 metros da Castelo para ViaOeste

Novo trecho faz parte do projeto que muda o sistema de pedagiamento da rodovia e vai garantir um aumento de 50% na arrecadação da concessionária

Guilherme Lisboa

O governo do Estado repassou à concessionária Viaoeste um novo trecho, de 240 metros, da rodovia Castelo Branco. O segmento fica na chegada à Capital, próximo ao Cebolão, e foi repassado por meio de decreto publicado no Diário Oficial de São Paulo, ampliando a área privatizada da estrada, que hoje vai do Km 13,7, em Osasco, até o Km 79,38, em Itu.

De acordo com informações da Artesp (Agência Reguladora dos Transportes do Estado de São Paulo), a cessão do novo trecho, divulgada pelo jornal Folha de São Paulo na edição de ontem, faz parte do chamado “projeto Cebolão”, desenvolvido em conjunto com a concessionária para reduzir os congestionamentos na rodovia.

Com isso, ele dá início, na prática, à iniciativa, que está “engavetada”, há 8 meses, na Secretaria Estadual dos Transportes. Os trabalhos envolvem duas frentes de ação. A primeira a sair do papel, em 2009, serão obras para melhorar a fluidez do tráfego. E a segunda, que deve ser implantada no início de 2011, muda o sistema de pedagiamento da estrada.

Versão resumida de matéria publicada no Diário da Região em 27/11/08. Leia na íntegra: http://www.webdiario.com.br/?din=view_noticias&id=27982&search=pedágio%20guilherme%20lisboa

sábado, 15 de novembro de 2008

Pedágio na Castelo fica para 2011

ViaOeste terá que realizar obras de descongestionamento, como reforma dos trevos e construção de viadutos, antes de expandir cobrança para todas as pistas

Guilherme Lisboa

Depois da má notícia, recebida pelos motoristas da região, de que a cobrança de pedágio no Rodoanel começa em apenas duas semanas, contando com 13 praças espalhadas por todos os acessos e já com tarifa reajustada, os motoristas que trafegam pela rodovia Castelo Branco ganharam mais dois anos de fôlego antes de ter que esvaziar os bolsos. A ViaOeste, concessionária responsável pela rodovia, anunciou, nesta quinta-feira, que a extensão da cobrança de pedágio para todas as pistas deve começar apenas no início de 2011.

Essa data foi estipulada com base na previsão que a empresa elaborou para a conclusão de todas as obras que estão atreladas à extensão da cobrança. O “pacote” de intervenções deve combater o alto congestionamento no Cebolão, complexo viário na junção da rodovia com as marginais Pinheiros e Tietê, e que forma um “gargalo” no trânsito, com reflexos até o município de Barueri.

“As obras são muito complexas e, por isso, acreditamos que elas devam demorar pelo menos uns dois anos para serem executadas. Assim, serão entregues apenas no final de 2010, e somente depois disso vamos começar a cobrança do pedágio estendido”, informou a assessoria da ViaOeste.

Para Artesp, cobrança vem primeiro
As informações divulgadas pela concessionária não correspondem aos anúncios feitos anteriormente pela Artesp (Agência Reguladora de Transportes do Estado de São Paulo), órgão vinculado à Secretaria Estadual de Transportes e que é responsável pelo controle dos programas de concessão.

A agência afirmou, em setembro, que o “pacote” de obras seria executado com a arrecadação vinda da cobrança ampliada. Portanto, o pedágio deveria vir antes e, assim que aprovado o projeto, a tarifa já poderia começar a ser cobrada em seguida.

Versão resumida de matéria publicada no Diário da Região em 15/11/08. Leia na íntegra: http://www.webdiario.com.br/?din=view_noticias&id=27667&search=pedágio%20guilherme%20lisboa

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Novos pedágios da Castelo podem começar em dezembro

Meta é colocar cabines de cobrança nas pistas centrais, na altura de Osasco, onde já existem os pedágios das marginais. Com isso, rodovia deixará de ter acesso livre em seu trecho inicial

Guilherme Lisboa

O projeto de expansão da cobrança de pedágio na rodovia Castelo Branco para todas as pistas, que está em análise desde março pela Secretaria Estadual de Transportes, e que foi “engavetado” no mês passado após o anúncio da transferência de novo pacote de rodovias para a iniciativa privada, retorna à pauta de discussão do Governo no próximo mês, e a cobrança pode ter início ainda este ano.

A Artesp (Agência Reguladora de Transportes do Estado de São Paulo), órgão vinculado à secretaria, já definiu o dia em que será batido o martelo das novas concessões: 29 de outubro. Após o leilão, que acontece das 8h30 às 16h, a agência demora cerca de 30 dias para assinar os contratos de concessão. Segundo a Artesp, após o encerramento do processo de transferência da administração das rodovias estaduais para o setor privado, a implantação do pedágio estendido na Castelo vai sair do papel, o que só não aconteceu nos últimos meses porque a prioridade de trabalho do Governo, por enquanto, é executar as novas concessões.

Com isso, a cobrança na Castelo, que hoje é realizada nas marginais da rodovia que ligam a Capital à Alphaville, com praças de cobrança na altura de Osasco (sentido Interior) e em Barueri (sentido Capital), será implantada também nas pistas centrais.

O motorista que trafega pelas marginais paga hoje R$ 5,60 de pedágio. Com a ampliação, de acordo com a proposta original, feita pela Artesp e pela ViaOeste (concessionária das rodovias Castelo Branco e Raposo Tavares), em todas as pistas a tarifa passaria a ser de R$ 2,50, sendo que as cabines das pistas centrais seriam construídas na altura de Osasco. O pedágio cobrado atualmente na altura de Itapevi, de R$ 9,60, também seria revisto e cobrado proporcionalmente às outras praças.

Versão resumida de matéria publicada no Diário da Região em 23/10/08. Leia na íntegra: http://www.webdiario.com.br/?din=view_noticias&id=27008&search=pedágio%20guilherme%20lisboa

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Governo adia novos pedágios da Castelo

Após 7 meses em análise, projeto para ampliação da cobrança foi "engavetado" pelo Governo. Prioridade é concessão de 5 novos lotes de estradas estaduais à iniciativa privada

Guilherme Lisboa

Desde março, motoristas de Osasco têm acompanhado com ansiedade a resposta do Governo do Estado sobre o projeto que prevê a extensão da cobrança de pedágio na rodovia Castelo Branco para o município. Após sete meses em análise, o projeto foi deixado de lado pela Secretaria Estadual de Transportes, que atualmente tem como prioridade o plano de concessão de novos lotes rodoviários à iniciativa privada.

Segundo a Artesp (Agência Reguladora de Transportes do Estado de São Paulo), órgão vinculado à Secretaria, enquanto não for concluída a nova rodada de concessões o projeto deve continuar fora da pauta de trabalho do Governo, tanto sobre a cobrança da tarifa quanto sobre a execução das obras no Cebolão.

A projeto é uma proposta conjunta entre a Artesp e a ViaOeste, concessionária das rodovias Castelo Branco e Raposo Tavares. Hoje, os motoristas pagam pedágio de R$ 5,60 ao passar pelas marginais da Castelo que ligam a Capital à Alphaville, e têm praças de cobrança em Osasco (sentido Interior) e em Barueri (sentido Capital). Com a aprovação da extensão da cobrança, serão instaladas cabines também nas pistas centrais, na altura de Osasco.

Novas concessões
O Governo pretende conceder para iniciativa privada mais cinco lotes de rodovias, composto por trechos dos corredores Ayrton Senna/Carvalho Pinto, Dom Pedro I, Marechal Rondon (lotes Leste e Oeste) e Raposo Tavares (trechos que passam por Ourinhos, Presidente Epitácio, Bauru e Santa Cruz do Rio Pardo).

Os cinco lotes totalizam 1.763 quilômetros de malha, e vão receber investimentos de R$8 bilhões. Eles serão concedidos por 30 anos, mas a cobrança de pedágio só será autorizada após a execução de todas as obras de recuperação de pavimento, sinalização, instalação de equipamentos de monitoração e construção de pistas adicionais. A previsão é de que as concessionárias vencedoras construam 660 km de novos trechos ou faixas adicionais, além de 274 km de marginais, 279 km de acostamentos, 83 passarelas e 221 trevos.

Versão resumida de matéria publicada no Diário da Região em 25/09/08. Leia na íntegra: http://www.webdiario.com.br/?din=view_noticias&id=26214&search=pedágio%20guilherme%20lisboa