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terça-feira, 30 de junho de 2009

Osasco quer repasse integral de IPVA para compensar prejuízos com pedágios

Proposta surgiu durante audiência na Câmara e deve reunir políticos e sindicalistas da região para pensar em projeto de Lei

Guilherme Lisboa

A Câmara de Osasco realizou, na última sexta-feira, a audiência pública “Diga Não aos Pedágios”, para discutir os impactos dos pedágios do trecho Oeste do Rodoanel e da rodovia Castelo Branco em Osasco e cidades da região. Durante o evento surgiram propostas para atenuar os prejuízos, como a de repassar integralmente o IPVA para as prefeituras.

Vereador João Gois, propositor e presidente da audiência
Foto: Edson Dário

“Se a rodovia já foi concedida e já existe o pedágio, o justo seria que o IPVA ficasse integralmente para o município”, ressaltou o vereador João Gois (PT), propositor e presidente da audiência, lembrando que os pedágios representam bitributação. Hoje, o governo do Estado transfere 50% da arrecadação do imposto para as cidades.


“O governo do Estado não negocia com as prefeituras e com a população a implantação dos pedágios. Ele empurra ‘goela abaixo’ e a cidade arca com as conseqüências e os danos”, apontou. Ele citou o caso de Carapicuíba, que vai ficar “ilhada” após a instalação dos novos pedágios da Castelo. “Quem tiver dinheiro vai precisar sair da cidade de helicóptero”, brincou.

O secretário municipal de Obras e Transportes, Waldyr Ribeiro Filho, contou que após o início da cobrança no Rodoanel, o trânsito em Osasco aumentou entre 27% e 30% em comparação ao período em que a via não tinha pedágios. “E o problema deve piorar no final do ano, pois a prefeitura projeta que esse índice suba para 60% com os novos pedágios da Castelo”, destacou.

Caminhões
O diretor-presidente do sindicato de motoristas Simtratecor, Carlos Quissi, falou sobre os problemas que os transportadores de carga sofrem com os pedágios, como os prejuízos com troca constante do conjunto de freio e embreagem, desgastados a cada vez que o motorista pára na praça de cobrança.

“O caminhoneiro pisa cerca de 15 vezes na embreagem e perde 6 minutos para retomar a velocidade após parar no pedágio. No final do dia, isso representa 1 hora a mais de jornada de trabalho”, ressaltou Quissi. De acordo com ele, essa situação causa problemas de saúde, como tendinite e aumento do cansaço do motorista.

Versão resumida de matéria publicada no Diário da Região em 30/06/09. Leia na íntegra: http://www.webdiario.com.br/?din=view_noticias&id=33892&search=

terça-feira, 16 de junho de 2009

Câmara de Osasco realiza audiência pública sobre pedágios

Audiência pública vai discutir problemas que a região sofre hoje com as cobranças no Rodoanel e na Castelo. Evento acontece 4 dias antes do novo reajuste de tarifas

Guilherme Lisboa

As críticas ao recente “surto” de pedágios na região têm aumentado e agora o assunto será tema de audiência pública na Câmara de Osasco, agendada para o dia 26 deste mês, às 18h. O pedido foi feito pelo vereador João Gois (PT), que nas últimas sessões tem insistido na questão, apontando prejuízos transferidos para as prefeituras e para a população das cidades da região.

Dentre as principais críticas feitas por Gois está a de que a “fuga” de veículos dos pedágios transfere esta frota para o interior dos bairros das cidades próximas às rodovias pedagiadas, complicando o trânsito local. “Osasco sofre o transtorno do aumento de 30% da quantidade de veículos nas ruas da cidade, o que aconteceu depois do início da cobrança no Rodoanel”, ressalta Gois, utilizando dados da Central de Controle de Tráfego da Secretaria de Serviços Municipais, pasta que já esteve sob seu comando.

Reajustes
Por coincidência, a Câmara vai debater o tema quatro dias antes de todos os pedágios do Estado sofrerem o reajuste anual, realizado todo dia 1º de julho. A novidade deste ano é que existem dois índices de reajuste, sendo o das rodovias leiloadas por José Serra (calculado com base no IPCA) maior do que a taxa aplicada nas concessões mas antigas, promovidas por Covas (com base no IGP-M). O Rodoanel e os corredores concedidos por Serra (Ayrton Senna/Carvalho Pinto, Dom Pedro I, trechos da Marechal Rondon e da Raposo Tavares) vão sofrer 5,2% de reajuste, enquanto os pedágios das outras rodovias vão ter 3,64% de aumento.

Versão resumida de matéria publicada no Diário da Região em 16/06/09. Leia na íntegra: http://www.webdiario.com.br/?din=view_noticias&id=33526&search=deputados%20assembléia

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Deputados propõem plano de ações contra pedágios do governo do Estado

Foto: Edson Dário

Após audiência pública na Assembléia, estratégia agora é promover debates nas regiões afetadas e unir movimentos isolados para fortalecer mobilizações

Guilherme Lisboa e Vanessa Dainesi
Os deputados Marcos Martins (PT), Rui Falcão (PT) e Carlos Gianazzi (PSOL) promoveram, nesta segunda-feira, na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, a audiência pública 'Pedágio Não', com o objetivo de pensar estratégias para combater cobranças abusivas na região Metropolitana do Estado e barrar a atual postura do governo estadual de expansão dos pedágios.
O grupo condenou o plano de ampliação do número de praças nas rodovias de acesso ao litoral e ao interior, anunciado recentemente pelo governador José Serra. Eles ressaltaram que apenas o Estado de São Paulo possui metade das praças de cobrança de todo o Brasil, sendo que nele são cobradas as tarifas mais caras do país.

Agora os deputados querem ampliar a luta. “Vamos organizar mais audiências públicas nas micro-regiões e trazer novos adeptos aqui dentro do parlamento. Nós já estamos conversando com vários deputados, não só da oposição como também dos partidos governistas”, afirma Gianazzi.

Já Falcão se comprometeu a estudar as idéias discutidas na audiência, como o repasse de parte do IPVA para municípios afetados, além da construção de vias alternativas às rodovias pedagiadas e da revisão de contratos e tarifas.

Adesão
Os três parlamentares contam com o apoio de outro membro da Casa, o deputado estadual major Olímpio Gomes (PV). Ele conclamou a população a se mobilizar contra os pedágios, pois eles cerceiam o direito de ir e vir. “O cidadão está sendo espoliado, estão botando a mão no bolso do cidadão e isso não podemos permitir de forma nenhuma”, discursou.

Olímpio também criticou o pedagiamento do Rodoanel, que, segundo ele, “não é moral e não é ético”, e atacou o novo plano de ampliação do número de praças no Estado. “Esse outro derrame de pedágios anunciados pelo governador é puramente operação caça-níquel para favorecimento de alguns grandes grupos que, fatalmente, serão grandes contribuintes para a campanha do ano que vem”, insinuou.

Osasco
Os deputados também apontaram problemas jurídicos das cobranças e da localização das praças, além de prejuízos que são transferidos para as prefeituras. “O trânsito [desviado] pra dentro das cidades, com a fuga dos pedágios, aumentou consideravelmente. Viadutos que se percorriam em 10 minutos, como o Tancredo Neves, em Osasco, hoje se demora cerca de 30 minutos”, lembrou Martins. O petista criticou, sobretudo, a implantação de cobrança no trecho Oeste do Rodoanel. “O Rodoanel não deveria ser pedagiado: deveria servir de apoio e estímulo para a retirada do trânsito de dentro das cidades”, enfatizou.

Versão resumida de matéria publicada no Diário da Região em 03/06/09. Leia na íntegra: http://www.webdiario.com.br/?din=view_noticias&id=33181&search=deputados%20assembléia

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Novos pedágios da Castelo vão deixar moradores de Carapicuíba "ilhados"

Prefeito de Carapicuíba, Sergio Ribeiro
Foto: Edson Dário

Para prefeito, município também sofre por ter virado ‘rota de fuga’ e por receber repasse simbólico do governo do Estado

Guilherme Lisboa

“Somos as maiores vítimas por conta dos acessos que são fechados”, aponta o prefeito de Carapicuíba, Sergio Ribeiro (PT). Ele criticou a implantação de pedágios no trecho Oeste do Rodoanel e o início das novas cobranças na rodovia Castelo Branco, com a extensão do pedágio para as pistas centrais. Para ele, o município tem ficado com o ônus da política privatista empreendida pelo governo do Estado.

“Carapicuíba acaba virando rota de fuga de vários pedágios que existem no entorno da cidade e não ficamos sequer com a arrecadação gerada por esse pedágio no município”, ressaltou, na última sexta-feira. Segundo ele, Barueri recebe repasse de R$ 1,4 milhão, enquanto Carapicuíba leva apenas R$ 52 mil, pois o cálculo do repasse é feito de acordo com a quantidade de quilômetros rodados dentro dos municípios, e o trecho que passa por Carapicuíba é curto.

Além disso, Sergio criticou o fechamento dos acessos à cidade, após a concessão da Castelo para a iniciativa privada e a construção da pista marginal. Agora, com o leilão do Rodoanel e a autorização, concedida pelo governador José Serra (PSDB), para a ampliação da cobrança na Castelo (prevista para dezembro deste ano), a única via ‘livre’ que vai restar para acessar a cidade será a avenida dos Autonomistas. O resultado será a transferência da frota de Carapicuíba para Osasco, complicando ainda mais o trânsito da região.

“Todos são penalizados”
Não é apenas o prefeito que tem criticado os pedágios em Carapicuíba. Na última sessão da Câmara, os vereadores fizeram duras críticas aos pedágios que atingem a cidade, sobretudo o Rodoanel. “Nos últimos dias de vida, encima de uma cadeira de rodas, o ex-governador Mário Covas falou pra todo o Brasil: jamais será pedagiado o Rodoanel. Infelizmente, ele deve estar se removendo no túmulo. Traíram o que ele disse”, enfatizou o presidente da Casa, Isac Reis (PT).

O petista apontou que os pedágios desrespeitam o direito de ir e vir do cidadão e que todos são penalizados com a cobrança, mesmo quem não é motorista e não passa pela rodovia. “O cidadão que vem do Ceasa trazendo o hortifrutigranjeiro, quando paga o pedágio, o embute no preço da mercadoria, e quando outro cidadão compra no supermercado ou na feira está pagando o preço do pedágio”, ponderou.

Campanha contra pedágios
Já o vereador Vanderlei Magalhães (PSB) pediu aos colegas que eles se mobilizem na luta contra os pedágios. “Não podemos mais admitir isso, temos que começar a fazer protesto, a dizer não, a evitar o pedágio”, conclamou. Ele quer elaborar cartilhas sobre os prejuízos dos pedágios para Carapicuíba e distribuí-las para a população da cidade

Versão resumida de matéria publicada no Diário da Região em 28/05/2009. Leia na íntegra: http://www.webdiario.com.br/?din=view_noticias&id=32990&search=

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Para deputado, Serra deve reapresentar pedágio urbano

Marcos Martins criticou o que chamou de “ânsia por cobrar pedágios” do Governo do Estado, e negou a falência do movimento parlamentar que combateu a cobrança no Rodoanel

Guilherme Lisboa

Após receber fortes críticas, o governador José Serra (PSDB) recuou da intenção de implantar pedágio urbano em 39 cidades da região Metropolitana de São Paulo (incluindo Campinas e Baixada Santista), mas a polêmica continua, já que existe a possibilidade do projeto ser reapresentado pelo tucano. O deputado estadual Marcos Martins (PT) acredita que o governo não desistiu da idéia, que deve ser trabalhada novamente quando os ânimos se acalmarem.

“O Governo do Estado tem uma ânsia muito grande de cobrar pedágios da população. Hoje as tarifas de São Paulo são as mais caras do país”, acusa o deputado. “Por isso, é perfeitamente possível que o Serra reapresente este projeto separado”, completa. A medida havia sido apresentada através de artigo incluído em um “pacotão” de ações para a diminuição da emissão de poluentes no ar, enviado à Assembléia Legislativa do Estado.


Deputado estadual Marcos Martins
Foto: Edson Dário

Para Martins, a ordem dada pelo governador para a supressão apenas deste artigo foi fruto da repercussão negativa entre os prefeitos e secretários de Transporte das cidades afetadas pela medida, além da reação da população e da pressão exercida pela bancada de deputados da oposição. “Com certeza, o governo fez uma aferição e viu que a medida não era muito simpática para quem está pensando em disputar eleições”, afirma Martins, referindo-se à intenção do governador José Serra de se candidatar a presidente em 2010.

O próprio líder do governo na Assembléia, Barros Munhoz (PSDB), incumbido por Serra de apresentar uma emenda para a supressão do artigo, afirmou que a intenção de implantar o pedágio urbano pode não ter sido abandonada de vez pelo governador, que considera a medida como “acessória”.

Versão resumida de matéria publicada no Diário da Região em 17/02/09. Leia na íntegra: http://www.webdiario.com.br/?din=view_noticias&id=29989&search=pedágio%20guilherme%20lisboa

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Serra volta atrás e desiste de pedágio urbano na Grande SP

Governador recuou após fortes críticas e ordenou a retirada de artigo do “pacotão” que ainda prevê a adoção de rodízio em 39 cidades. Região já se prepara para contestar medidas

Guilherme Lisboa

Foto: Edson Dário
A repercussão negativa causada após o anúncio do projeto, enviado pelo governo estadual à Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, que prevê a implantação de pedágio urbano nos municípios da região Metropolitana, levou o governador José Serra a desistir da proposta. Sob fortes críticas, e preocupado em poupar a sua imagem, por causa da aproximação da disputa pelo Palácio do Planalto, o tucano ordenou ao líder do governo na Assembléia, Barros Munhoz (PSDB), que ele apresente uma emenda para suprimir o artigo que trata da cobrança.

O pedágio urbano virou tema de discussão durante a disputa pela prefeitura da Capital, quando foi denunciado o envio de projeto semelhante, pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM), para a Câmara Municipal da cidade. O democrata, que antes era vice na chapa do prefeito eleito Serra, e que assumiu a administração quando o tucano deixou o cargo para se candidatar ao governo do Estado, também retirou o projeto após virar alvo de críticas.

Com o “novo” pedágio apresentado pelo governo, a circulação nas principais ruas e vias de ligação entre os municípios da Grande São Paulo passaria a ser tarifada. Ao todo, contando com a Baixada Santista e Campinas, 39 cidades teriam praças de cobrança em vias públicas, como acontece hoje nas rodovias. Aqui na região, por exemplo, poderiam sofrer cobrança a avenida dos Autonomistas e outras vias que formam o Corredor Oeste, que passa por Itapevi, Barueri, Jandira e Carapicuíba.

“Esta cobrança seria ilegal”, acusa Valdir Fernandes, coordenador do Movimento Rodoanel Livre, que luta contra a cobrança de pedágio na rodovia. “É uma bitributação, pois já pagamos a Cide (Contribuição sobre Intervenção no Domínio Econômico) embutida no preço da gasolina e do licenciamento, com a finalidade de garantir a infra-estrutura viária, além da tarifa inclusa, para esse mesmo fim, no IPVA”, argumenta.

Além da tarifação em duplicidade, ele destaca a contradição jurídica na aprovação, pelo governador Serra, da instalação de praças de cobrança a menos de 35 km da Praça da Sé, o que é proibido por lei, e que se repetiria com os pedágios urbanos. “Infelizmente, já se tornou uma prática do Serra passar por cima das leis”, dispara.

O movimento é composto por sindicalistas e políticos da região, como o deputado estadual Marcos Martins (PT). Para ele, o artigo quase passou despercebido “por trás de um projeto cheio de argumentos”. “O pedágio urbano vai prejudicar a população, que será penalizada. No transporte de cargas, ele encarece produtos e gera problemas no escoamento de mercadorias de todos os tipos, inclusive, as essenciais”, ressalta o deputado.

Projeto pode voltar
Apesar do recuo, Munhoz não confirmou se a idéia foi abandonada de vez ou se Serra pretende reapresentá-la em outra ocasião, quando a poeira abaixar. Ele disse para o jornal Folha de S.Paulo, em matéria publicada ontem, que, para Serra, “a discussão está se fazendo sobre o acessório, que é o pedágio” e o que deveria estar em foco é “tratar da questão ambiental”.

O texto apresentado à Assembléia faz parte da Política Estadual de Mudanças Climáticas, e inclui medidas para reduzir a emissão de poluentes no Estado. Na visão do governo, a cobrança de tarifa, antes justificada pela necessidade de reduzir congestionamentos e melhorar a malha viária, agora se tornou “questão ambiental”. Tanto é que o responsável pela elaboração do “pacotão” de medidas é o secretário de Estado do Meio Ambiente, Xico Graziano.

Matéria publicada no Diário da Região em 11/02/09. Leia na íntegra: http://www.webdiario.com.br/?din=view_noticias&id=29819&search=pedágio%20guilherme%20lisboa

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Osasco adota plano para combater fluxo de veículos que fogem de pedágios da Castelo

Pacote de obras viárias também leva em conta expansão da cobrança na rodovia, que deve transformar a cidade ainda mais em “rota de fuga”

Guilherme Lisboa

A prefeitura de Osasco adotou uma espécie de plano para amenizar os prejuízos que a cidade vai sofrer após o início do funcionamento dos novos pedágios na rodovia Castelo Branco. O governador José Serra autorizou a extensão da cobrança para todas as pistas da rodovia, e os motoristas já vão começar a desembolsar suas moedas a partir de dezembro deste ano. Com base nesta data, a prefeitura antecipou o estudo de medidas para evitar a provável sobrecarga que será ocasionada pelos veículos que vão passar a “cortar” o município, a partir de então, para fugir do pedágio.

“Estamos elaborando um grande plano pensando no futuro da cidade, já que em dezembro começa o pedagiamento da Castelo inteira, o que não é segredo para ninguém”, destaca Waldyr Ribeiro Filho, secretário de Obras e Transportes. “Discutir a legalidade e a justiça da cobrança destes novos pedágios é coisa longa, mas, de qualquer forma, eles vão ficar muito próximos à entrada da cidade e, com certeza, isto vai trazer um grande transtorno aos municípios lindeiros à rodovia”, argumenta.

Foto: Edson Dário

Dentre os transtornos que as cidades vão sofrer, já que vão virar “rota de fuga”, está a aceleração do desgaste do asfalto das avenidas e ruas, o que vai gerar, para as prefeituras, despesas freqüentes com recapeamento. Além disso, já são esperados maiores congestionamentos e mais acidentes, o que implica na necessidade de novos fiscais de trânsito e em despesas com pronto-atendimento médico e policial.

Pacote de obras
O plano vai alterar boa parte do traçado urbano do município, incluindo intervenções de grande porte e também o alargamento de vias, com o objetivo de melhorar a fluidez do trânsito e já pensando nos prejuízos da futura sobrecarga.

Inicialmente, a prefeitura pretende eliminar alguns cruzamentos e semáforos. Dentre os pontos onde vão ocorrer estas intervenções está o trecho da avenida dos Autonomistas que vai receber o túnel. “Ainda está sendo botado no papel, mas é provável que ele seja construído em frente ao Teatro Municipal ou na Vila Yara”, conta Waldyr.

Versão resumida de matéria publicada no Diário da Região em 30/01/09. Leia na íntegra: http://www.webdiario.com.br/?din=view_noticias&id=29494&search=pedágio%20guilherme%20lisboa

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Começa cobrança de pedágio no Rodoanel

Foto: Edson Dário
Concessionária passa a cobrar R$ 1,20 a partir de amanhã, em 13 praças de pedágio espalhadas por 32 quilômetros de pistas. Motorista paga tarifa apenas uma vez

Guilherme Lisboa

Agora é pra valer. A partir da meia-noite de amanhã os motoristas vão ter que pagar para trafegar no trecho Oeste do Rodoanel Mário Covas, complexo viário que surgiu de uma proposta do Governo do Estado para interligar as principais rodovias estaduais, e sem cobrança de pedágio. A promessa foi esquecida, e a partir de amanhã os veículos simples vão ter que deixar R$ 1,20 para andar na rodovia. Já caminhões e ônibus vão gastar este mesmo valor por cada eixo que compõem o veículo.

O sistema de cobrança começa com 13 praças de pedágio, contando com 95 cabines. As praças vão abranger todos os acessos do trecho Oeste da rodovia, inclusive o trevo do Jardim Padroeira, em Osasco. Sendo assim, os acessos das rodovias Raposo Tavares, Castelo Branco, Anhangüera, Régis Bittencourt e Bandeirantes também contam com praças. Até mesmo a futura conexão com o trecho Sul do Rodoanel (que ainda será construído) vai ser pedagiada.

Aliás, o financiamento da construção do trecho Sul foi o pretexto do Governo do Estado para conceder o trecho Oeste para a iniciativa privada. A empresa RodoAnel vai ter que pagar para o Estado, em no máximo 24 meses, a soma de R$ 2 bilhões, como outorga pela concessão. Segundo o Governo, todo este dinheiro será revertido para as obras da conexão Sul. Para “abocanhar” uma fatia maior de recursos, a atual gestão do governo estadual propôs, inicialmente, a cobrança de R$ 4 de pedágio. Após manifestações de parlamentares a tarifa foi revista para R$ 3, mas, durante o leilão, o martelo bateu no valor apresentado pela vencedora, de R$ 1,17 (que já sofreu reajuste para R$ 1,20).

Pedágio vai prejudicar trânsito de Osasco
O secretário de Serviços Municipais da Prefeitura de Osasco, Luciano Jurcovich, criticou o início da cobrança de pedágio no Rodoanel e acredita que a medida vai gerar reflexos no trânsito da cidade. “Os bairros de Osasco que ficam próximos à rodovia vão receber veículos fugindo da tarifa, o que significa mais trânsito”, avalia Luciano. Ele também ressaltou os problemas que veículos pesados, como caminhões, que tomarem a cidade como “rota de fuga”, podem causar ao pavimento, que vai sofrer danos.

Versão resumida de matéria publicada no Diário da Região em 16/12/08. Leia na íntegra: http://www.webdiario.com.br/?din=view_noticias&id=28459&search=pedágio%20guilherme%20lisboa

sábado, 13 de dezembro de 2008

Serra promete novos acessos a Osasco para compensar pedágios

Governador disse que, como "indenização" pela expansão da cobrança na Castelo, também pode construir acessos alternativos para Barueri. Prefeituras reclamam que cidades vão virar “rota de fuga”

Guilherme Lisboa

Os municípios da região podem receber acessos alternativos à rodovia Castelo Branco, como espécie de “reparo” aos danos causados pela expansão da cobrança de pedágio para todas as pistas da rodovia. O projeto de cobrança ampliada já foi aprovado pelo Governo do Estado, e o contrato com a ViaOeste, concessionária responsável pela rodovia, deve ser assinado ainda este ano. Mesmo antes do início da cobrança, a 'nova cartada' do governador José Serra já vem sendo criticada pelos motoristas da região e também pelas prefeituras.

O governador propôs discutir a construção de novos acessos, na última quarta-feira, para aliviar os prejuízos, caso sejam comprovados. “Apesar dos municípios já receberem o repasse de ISS [Imposto Sobre Serviços], vindo do pedágio cobrado na rodovia, estou disposto a sentar com as prefeituras de Osasco e Barueri para estudar alguma alternativa, se as cidades realmente se prejudicarem”, declarou.

O 'anúncio' foi bem recebido pela prefeitura de Osasco. “Acho fundamental a criação de acessos alternativos. Até porque, na maioria das vezes, as viagens são curtas, como de Barueri para Osasco. Nossa cidade, hoje, é principal pólo de origem e de destino na região”, avalia Luciano Jurcovich, secretário de Serviços Municipais. Mas ele critica a ampliação da cobrança de pedágio. “Pagar tarifa para circular dentro da nossa região não tem cabimento. E vai dificultar, ainda por cima, a integração das cidades”, reclama Luciano.

A prefeitura de Barueri também acredita que a construção de acessos alternativos pode atenuar os transtornos. “Novos acessos vão ser muito importantes”, avalia Rinaldo Honda, diretor do Demutran, que completa “mas, além disso, ainda é preciso a construção de novas ligações entre Barueri e a rodovia Raposo Tavares e entre a região do Tamboré e a rodovia Anhangüera”.

Prejuízos para a região
Para Luciano, Osasco “com certeza” vai virar rota de fuga de motoristas que vão tentar escapar do pedágio na pista expressa. “Se hoje já sofremos com os carros que fogem das pistas marginais, com o início da cobrança estendida a situação vai piorar. Além de aumentar o congestionamento no município, vai subir o índice de acidentes, já que as ruas vão ter mais carros trafegando, e o pavimento vai sofrer mais impacto”, explica o secretário.

Barueri também não está otimista com o futuro do trânsito na cidade após a implantação da cobrança ampliada. “O refluxo hoje já é muito grande. A nova medida vai causar, sim, muito transtorno, e o reflexo vai ser o congestionamento, principalmente, no Centro e nas saídas da Marechal Rondon e da Anhangüera”, destaca Honda. Ele também acredita que os moradores dos municípios vizinhos vão utilizar as ruas da cidade como “rota de fuga”. “Isto, hoje, já acontece com motoristas de Osasco e de Carapicuíba. Agora, provavelmente, os desvios vão ser feitos também pelos motoristas de Pirapora e de Santana de Parnaíba”, conclui.

Versão resumida de matéria publicada no Diário da Região em 13/12/08. Leia na íntegra: http://www.webdiario.com.br/?din=view_noticias&id=28425&search=pedágio%20guilherme%20lisboa