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quarta-feira, 10 de junho de 2009

Pedágio urbano na Grande São Paulo não está descartado

Opinião é dos deputados estaduais Carlos Gianazzi e Rui Falcão. Se Estado insistir no projeto, Osasco pode ter pedágios até na Autonomistas

Guilherme Lisboa e Vanessa Dainesi

O polêmico projeto de implantação de pedágio urbano em 39 cidades da região Metropolitana de São Paulo pode ser reapresentado pelo governador José Serra (PSDB) à Assembléia Legislativa do Estado. Os deputados estaduais Carlos Gianazzi (PSOL) e Rui Falcão (PT), que promoveram a audiência pública ‘Pedágio Não’ na semana passada, acreditam que o governo pode não ter desistido da idéia e que o governador pode inserir a proposta através de novo texto, a ser apresentado em momento mais oportuno, após ‘os ânimos se acalmarem’.
“Toda política do governo do Estado na área de transportes é fazer recair sobre os usuários as construções e melhorias de estradas, e não seria diferente nesse caso”, pondera Falcão. Ele acredita que assim como o prefeito da Capital Gilberto Kassab (DEM) tentou instituir o pedágio urbano em duas ocasiões, Serra (‘padrinho político’ de Kassab) também vai fazer nova investida.
Deputado estadual Carlos Gianazzi
Foto: Edson Dário
Já Carlos Gianazzi destacou que o plano não deve ter sido descartado porque a atual gestão possui postura privatista. “O governador Serra é como uma serpente: faz o recuo para depois atacar novamente. Então cuidado com o governador: ele é louquinho para privatizar. A obsessão do governador Serra é privatizar equipamentos públicos e estradas”, disse.

O deputado Rui Falcão avalia que, na prática, o pedágio urbano já existe, pois o governo não cumpre a lei que proíbe a instalação de praças de cobrança no raio de 35 km a partir da Praça da Sé, na Capital. “O pedágio urbano também é o que está na Anhangüera e os que estão no Rodoanel. Eles estão dentro das cidades”, enfatizou.

Versão resumida de matéria publicada no Diário da Região em 10/06/09. Leia na íntegra: http://www.webdiario.com.br/?din=view_noticias&id=33421&search=deputados%20assembléia

quarta-feira, 25 de março de 2009

Deputado Celso Giglio diz que pediu para Serra desistir de pedágio urbano

Guilherme Lisboa

O deputado estadual Celso Giglio (PSDB) afirmou que solicitou ao governador José Serra (PSDB) que ele desistisse da idéia de implantar pedágio urbano nas 39 cidades da região Metropolitana de São Paulo (incluindo Baixada Santista e região de Campinas). A medida estava prevista em artigo incluso dentro de um “pacotão” de ações para diminuir a poluição do ar na região e foi encaminhado pelo governo, no mês passado, para votação na Assembléia Legislativa do Estado.

Segundo Giglio, além das críticas da oposição e da repercussão negativa na imprensa, um dos motivos que levou o governador Serra a retirar a proposta, poucos dias depois de enviá-la, foi um pedido feito pela própria bancada parlamentar tucana. “O Serra atendeu as ponderações de seu grupo político. Nós nos manifestamos e ele retirou aquele ponto”, revelou Giglio. Ele se referia à ordem dada por Serra ao ex-líder do governo na Casa, o deputado estadual Barros Munhoz, para que ele apresentasse emenda pedindo a supressão do artigo sobre o pedágio urbano.

Para Giglio, Serra deveria pensar em alternativas para resolver os problemas do trânsito no Estado, sem ter que recorrer a medidas deste tipo. “Temos que buscar outras saídas tanto para o trânsito quanto para a poluição. Eu sou contrário ao pedagiamento de região metropolitana, e embora grandes países já usem este expediente, acho que nós não temos condições para isso”, argumentou.

Versão resumida de matéria publicada no Diário da Região em 25/03/09. Leia na íntegra: http://www.webdiario.com.br/?din=view_noticias&id=30951&search=giglio%20pedágio%20urbano

sexta-feira, 6 de março de 2009

"Pedágio urbano é factóide", diz Serra

Governador negou ter apresentado medida que prevê implantação de pedágio em 39 cidades da região Metropolitana, apesar de projeto ter tramitado na Assembléia Legislativa

Guilherme Lisboa


Foto: divulgação
O governador José Serra (PSDB) afirmou que não enviou para a Assembléia Legislativa do Estado o projeto para a adoção de pedágio urbano na região Metropolitana de São Paulo. A declaração foi feita ontem, durante visita a Santana de Parnaíba, onde inaugurou uma unidade da Etec. “Nunca houve projeto de pedágio urbano”, disparou o tucano, ao ser questionado sobre a possibilidade de reapresentação do projeto. “Isso é factóide e, portanto, não posso reapresentar o que nunca foi apresentado”, rebateu.

Apesar de negar a existência da medida, o projeto se tornou de conhecimento público no mês passado e foi manchete dos principais jornais. Diversos deputados estaduais questionaram a proposta, que foi enviada pelo governo do Estado dentro de um “pacotão” de intervenções para melhorar a qualidade do ar na região Metropolitana.

Por conta da repercussão negativa, na época, o governador ordenou ao líder do governo na Assembléia, Barros Munhoz (PSDB), que ele apresentasse uma emenda ao projeto, pedindo a supressão do artigo que trata da cobrança urbana.

Foi o próprio deputado que revelou ter recebido a ordem, em entrevista concedida ao jornal Folha de S. Paulo, e disse, inclusive, que apesar do recuo, a idéia pode não ter sido abandonada pelo governador, que pode reenviar o projeto. O deputado disse que Serra, ao falar da polêmica causada, afirmou que “a discussão está se fazendo sobre o acessório, que é o pedágio”, quando o que deveria estar em foco era “tratar da questão ambiental”.

Caso Serra insista no pedágio urbano, a circulação nas principais vias de ligação entre os municípios da Grande São Paulo passará a ser tarifada. Ao todo, contando com a Baixada Santista e Campinas, 39 cidades teriam praças de cobrança no viário público, como acontece hoje nas rodovias. Aqui na região, poderiam sofrer cobrança a avenida dos Autonomistas e as avenidas que compõem o Corredor Oeste, que passa por Itapevi, Barueri, Jandira e Carapicuíba.

Matéria publicada no Diário da Região em 06/03/09: http://www.webdiario.com.br/?din=view_noticias&id=30328&search=pedágio%20guilherme%20lisboa

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Para deputado, Serra deve reapresentar pedágio urbano

Marcos Martins criticou o que chamou de “ânsia por cobrar pedágios” do Governo do Estado, e negou a falência do movimento parlamentar que combateu a cobrança no Rodoanel

Guilherme Lisboa

Após receber fortes críticas, o governador José Serra (PSDB) recuou da intenção de implantar pedágio urbano em 39 cidades da região Metropolitana de São Paulo (incluindo Campinas e Baixada Santista), mas a polêmica continua, já que existe a possibilidade do projeto ser reapresentado pelo tucano. O deputado estadual Marcos Martins (PT) acredita que o governo não desistiu da idéia, que deve ser trabalhada novamente quando os ânimos se acalmarem.

“O Governo do Estado tem uma ânsia muito grande de cobrar pedágios da população. Hoje as tarifas de São Paulo são as mais caras do país”, acusa o deputado. “Por isso, é perfeitamente possível que o Serra reapresente este projeto separado”, completa. A medida havia sido apresentada através de artigo incluído em um “pacotão” de ações para a diminuição da emissão de poluentes no ar, enviado à Assembléia Legislativa do Estado.


Deputado estadual Marcos Martins
Foto: Edson Dário

Para Martins, a ordem dada pelo governador para a supressão apenas deste artigo foi fruto da repercussão negativa entre os prefeitos e secretários de Transporte das cidades afetadas pela medida, além da reação da população e da pressão exercida pela bancada de deputados da oposição. “Com certeza, o governo fez uma aferição e viu que a medida não era muito simpática para quem está pensando em disputar eleições”, afirma Martins, referindo-se à intenção do governador José Serra de se candidatar a presidente em 2010.

O próprio líder do governo na Assembléia, Barros Munhoz (PSDB), incumbido por Serra de apresentar uma emenda para a supressão do artigo, afirmou que a intenção de implantar o pedágio urbano pode não ter sido abandonada de vez pelo governador, que considera a medida como “acessória”.

Versão resumida de matéria publicada no Diário da Região em 17/02/09. Leia na íntegra: http://www.webdiario.com.br/?din=view_noticias&id=29989&search=pedágio%20guilherme%20lisboa

Prefeito de Osasco critica pedágio urbano

Prefeito de Osasco, Emidio de Souza
Foto: Edson Dário
Guilherme Lisboa

O prefeito Emidio de Souza reclamou da intenção do governador José Serra de implantar pedágio urbano em toda a região Metropolitana. Para ele, antes de pensar em medidas deste porte, o governo deveria executar melhorias no transporte público, por exemplo.

“Além de não encontrar soluções de expansão do sistema viário, as soluções que o Serra encontra são de pedagiamento, como aconteceu com o Rodoanel”, criticou, durante o 42º Fórum Paulista de Transporte e Trânsito, na última quinta-feira. “Pedagiar a ida da Capital para Osasco, São Bernardo ou Guarulhos, por exemplo, é uma medida extrema, e é evidente que isso vai causar um problema extremo na mobilidade urbana”, afirmou.

Além disso, Emidio comentou o impacto do rodízio ampliado para as cidades envolvidas, e disse que não é contrário à medida por princípio político. Mas ressaltou que a iniciativa também deveria ser precedida de melhorias profundas no transporte coletivo. “Só endurecer não dá. Antes de vir com essa medida [rodízio ampliado] precisa fazer, por exemplo, o metrô chegar a Osasco”, concluiu.

Matéria publicada no Diário da Região em 17/02/09: http://www.webdiario.com.br/?din=view_noticias&id=29989&search=pedágio%20guilherme%20lisboa

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Serra volta atrás e desiste de pedágio urbano na Grande SP

Governador recuou após fortes críticas e ordenou a retirada de artigo do “pacotão” que ainda prevê a adoção de rodízio em 39 cidades. Região já se prepara para contestar medidas

Guilherme Lisboa

Foto: Edson Dário
A repercussão negativa causada após o anúncio do projeto, enviado pelo governo estadual à Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, que prevê a implantação de pedágio urbano nos municípios da região Metropolitana, levou o governador José Serra a desistir da proposta. Sob fortes críticas, e preocupado em poupar a sua imagem, por causa da aproximação da disputa pelo Palácio do Planalto, o tucano ordenou ao líder do governo na Assembléia, Barros Munhoz (PSDB), que ele apresente uma emenda para suprimir o artigo que trata da cobrança.

O pedágio urbano virou tema de discussão durante a disputa pela prefeitura da Capital, quando foi denunciado o envio de projeto semelhante, pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM), para a Câmara Municipal da cidade. O democrata, que antes era vice na chapa do prefeito eleito Serra, e que assumiu a administração quando o tucano deixou o cargo para se candidatar ao governo do Estado, também retirou o projeto após virar alvo de críticas.

Com o “novo” pedágio apresentado pelo governo, a circulação nas principais ruas e vias de ligação entre os municípios da Grande São Paulo passaria a ser tarifada. Ao todo, contando com a Baixada Santista e Campinas, 39 cidades teriam praças de cobrança em vias públicas, como acontece hoje nas rodovias. Aqui na região, por exemplo, poderiam sofrer cobrança a avenida dos Autonomistas e outras vias que formam o Corredor Oeste, que passa por Itapevi, Barueri, Jandira e Carapicuíba.

“Esta cobrança seria ilegal”, acusa Valdir Fernandes, coordenador do Movimento Rodoanel Livre, que luta contra a cobrança de pedágio na rodovia. “É uma bitributação, pois já pagamos a Cide (Contribuição sobre Intervenção no Domínio Econômico) embutida no preço da gasolina e do licenciamento, com a finalidade de garantir a infra-estrutura viária, além da tarifa inclusa, para esse mesmo fim, no IPVA”, argumenta.

Além da tarifação em duplicidade, ele destaca a contradição jurídica na aprovação, pelo governador Serra, da instalação de praças de cobrança a menos de 35 km da Praça da Sé, o que é proibido por lei, e que se repetiria com os pedágios urbanos. “Infelizmente, já se tornou uma prática do Serra passar por cima das leis”, dispara.

O movimento é composto por sindicalistas e políticos da região, como o deputado estadual Marcos Martins (PT). Para ele, o artigo quase passou despercebido “por trás de um projeto cheio de argumentos”. “O pedágio urbano vai prejudicar a população, que será penalizada. No transporte de cargas, ele encarece produtos e gera problemas no escoamento de mercadorias de todos os tipos, inclusive, as essenciais”, ressalta o deputado.

Projeto pode voltar
Apesar do recuo, Munhoz não confirmou se a idéia foi abandonada de vez ou se Serra pretende reapresentá-la em outra ocasião, quando a poeira abaixar. Ele disse para o jornal Folha de S.Paulo, em matéria publicada ontem, que, para Serra, “a discussão está se fazendo sobre o acessório, que é o pedágio” e o que deveria estar em foco é “tratar da questão ambiental”.

O texto apresentado à Assembléia faz parte da Política Estadual de Mudanças Climáticas, e inclui medidas para reduzir a emissão de poluentes no Estado. Na visão do governo, a cobrança de tarifa, antes justificada pela necessidade de reduzir congestionamentos e melhorar a malha viária, agora se tornou “questão ambiental”. Tanto é que o responsável pela elaboração do “pacotão” de medidas é o secretário de Estado do Meio Ambiente, Xico Graziano.

Matéria publicada no Diário da Região em 11/02/09. Leia na íntegra: http://www.webdiario.com.br/?din=view_noticias&id=29819&search=pedágio%20guilherme%20lisboa